A falta de movimento na infância pode prejudicar a formação dos ossos e aumentar o risco de doenças como osteoporose na vida adulta. Isso acontece porque a infância é o período em que o organismo constrói a chamada “massa óssea”, base que sustentará o corpo ao longo da vida.
Quando brincadeiras ativas são substituídas por tempo sentado diante das telas, esse desenvolvimento pode ser comprometido. O ortopedista explica que o impacto gerado por movimentos como correr e pular é essencial para fortalecer os ossos ainda nos primeiros anos de vida.
Os ossos precisam de impacto e movimento para se desenvolverem fortes. Quando a criança passa muito tempo sentada em frente às telas, esse estímulo diminui. Além disso, o uso excessivo pode contribuir para má postura, fraqueza muscular e dores, o que interfere no desenvolvimento saudável.
Problemas na formação óssea na infância podem se refletir décadas depois. Adultos que tiveram pouca atividade física quando crianças podem apresentar ossos mais frágeis, maior risco de fraturas mesmo após quedas leves, dores articulares e alterações posturais.

