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Inflação baixa e emprego forte adiam cortes de juros pelo Federal Reserve até junho

As taxas de inflação e a resiliência no mercado de trabalho nos Estados Unidos reforçam a tendência de cautela do Fed, que deve manter os juros imutáveis até ao menos as reuniões de março e abril. Junho aparece como a janela mais provável para o início de uma redução nas taxas, segundo análise de economistas.
Sede do Federal Reserve, em Washington — Foto: Sede do Federal Reserve, em Washi

Os últimos indicadores de inflação ao consumidor e a solidez no mercado de trabalho nos Estados Unidos sugerem que o Federal Reserve continuará firme na faixa atual de juros, entre 3,50% e 3,75%. Um dado mais brando do CPI em janeiro, com alta de 0,2% no mês e 2,4% em 12 meses, reforça a estratégia, ainda que o índice permaneça acima da meta de 2% estabelecida pela instituição.

O FedWatch, ferramenta que monitora expectativas de mercado, indica pouca perspectiva de cortes em março, com apenas 9,7% de chance, enquanto em abril a probabilidade sobe para 28,1%. Em junho, a previsão de uma redução de 0,25 ponto percentual chega a 50,2%, mostrando cautela na condução da política monetária enquanto a inflação e o emprego ainda apresentam sinais mistos.

Os preços de serviços avançaram 2,9% nos últimos 12 meses, o que mostra que, mesmo com o ritmo mais gradual da desinflação, esse segmento mantém pressões persistentes. Economistas avaliam que o núcleo da inflação ainda exige atenção, especialmente após o aumento das tarifas comerciais impostas pelo governo americano no ano anterior.

A decisão de manter os juros elevados depende de novos dados, que devem ser divulgados ainda neste mês sobre inflação e emprego. Com isso, a expectativa é que a retomada de cortes comece somente no segundo semestre de 2026, caso a tendência de desaceleração se mantenha.

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