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Início do julgamento de Jairinho e Monique pelo assassinato de Henry Borel

O 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retoma nesta segunda-feira, 25, o julgamento de Dr. Jairinho e Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, em março de 2021. O caso, que ganhou notoriedade nacional, será analisado por um júri popular na capital fluminense.

O 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro inicia nesta segunda-feira, 25, às 9h, o julgamento de Dr. Jairinho e Monique Medeiros, ambos acusados pela morte do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, ocorrida em março de 2021. Este caso é um dos mais emblemáticos do sistema judiciário brasileiro nos últimos anos, atraindo a atenção da sociedade para questões relacionadas à violência infantil e à proteção das crianças.

Ambos os réus enfrentam acusações graves, incluindo homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. O Ministério Público alega que Henry faleceu em decorrência de agressões que ocorreram dentro do apartamento em que residia com sua mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Leniel Borel de Almeida, pai de Henry, manifestou suas expectativas em relação ao julgamento. Em suas palavras, “não é só o nome do Henry que estará em julgamento. É o quanto o Brasil está disposto a proteger suas crianças”. Essa afirmação destaca o impacto social que o caso gerou e a urgência de se debater a proteção das crianças no país.

Henry foi levado ao hospital na madrugada de 8 de março de 2021, já sem sinais vitais. Inicialmente, Monique e Jairinho alegaram que a criança havia sofrido um acidente doméstico, ao cair da cama. Contudo, essa versão foi refutada por laudos do Instituto Médico-Legal, que apontaram 23 lesões no corpo do menino, além de hemorragia interna e laceração hepática, indicando que sua morte foi causada por ações violentas.

A investigação da Polícia Civil revelou que Henry era submetido a uma rotina de agressões, com Dr. Jairinho sendo apontado como o principal agressor. O inquérito também indica que Monique Medeiros tinha plena consciência das violências, sendo alertada pela babá do menino sobre os episódios de agressão ocorridos pelo menos um mês antes do falecimento.

O Tribunal do Júri, que será responsável por decidir sobre a condenação ou absolvição dos réus, é composto por sete jurados que analisam as provas e os depoimentos apresentados durante o julgamento. Este processo pode se estender por vários dias devido à complexidade do caso e à quantidade de testemunhas que devem ser ouvidas.

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