Durante o conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã, a inteligência artificial tem sido usada para criar conteúdos falsos que circulam nas redes sociais. Um estudo revelou que vídeos de explosões e tropas fictícias já somam milhões de visualizações em plataformas como X, TikTok e Facebook. Esses conteúdos, mais atrativos que as filmagens reais, têm um impacto significativo na percepção pública do conflito.
Um caso notável envolveu o porta-aviões USS Abraham Lincoln, cuja imagem em chamas foi difundida como resultado de um suposto ataque do Irã. O governo dos EUA teve que desmentir a informação, afirmando que o navio permanecia intacto. Especialistas indicam que essas simulações de alta qualidade são utilizadas para promover uma narrativa pró-Irã e demonstrar superioridade militar.
A tecnologia utilizada para criar essas simulações é acessível, permitindo que qualquer pessoa produza vídeos falsos a um custo baixo. Embora alguns conteúdos possuam marcas d'água, elas podem ser facilmente removidas antes da postagem. A rede social X anunciou medidas para suspender a monetização de contas que postarem esse tipo de conteúdo sem a devida rotulagem.
Analistas alertam que a disseminação de vídeos gerados por IA é uma estratégia de influência que não se concentra em lucro financeiro, mas sim na propagação de mensagens. A capacidade de gerar desinformação de forma rápida e eficaz torna essa tecnologia uma ferramenta relevante no cenário atual de conflitos.

