Investigadores da Polícia Federal contestaram as críticas do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli sobre uma suposta inércia da corporação na segunda fase da Operação Compliance Zero. Segundo Toffoli, as diligências realizadas já estavam autorizadas desde o dia 7.
Os investigadores afirmam que a segunda fase da operação não havia sido deflagrada antes porque a PF ainda não dispunha de todos os endereços necessários. O último deles só foi obtido na noite de terça-feira, quando a corporação acionou o STF em caráter de urgência para pedir a prisão preventiva de Fabiano Zettel e as buscas contra Nelson Tanure.
A PF argumentou que o embarque de Zettel para Dubai representava uma oportunidade única para a obtenção de elementos que reforçassem sua participação nos fatos investigados. O cunhado de Vorcaro foi preso na manhã de quarta-feira.
No caso de Nelson Tanure, a PF sustentou a necessidade de busca e apreensão no local em que o empresário fosse encontrado, e não em sua residência, pois ele poderia sair de casa antes do horário legal para o cumprimento de mandados judiciais


