O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da Fundação Getulio Vargas apresentou uma desaceleração, alcançando 0,65% na terceira quadrissemana de maio. Este resultado é uma queda em relação às altas de 0,66% na segunda quadrissemana e 0,75% na primeira quadrissemana do mês. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPC-S registra uma alta de 4,16%.
A análise dos grupos que compõem o IPC-S revela que três deles apresentaram decréscimo nesta leitura. Os grupos que tiveram redução foram Transportes, que passou de -0,15% para -0,46%; Saúde e Cuidados Pessoais, que variou de 0,87% para 0,62%; e Educação, Leitura e Recreação, que caiu de 0,30% para 0,22%.
Por outro lado, alguns grupos mostraram aumento em suas taxas de variação. Habitação subiu de 0,85% para 1,02%, enquanto Vestuário passou de 0,09% para 0,61%. Despesas Diversas e Alimentação também tiveram crescimentos, indo de 0,88% para 1,34% e de 1,35% para 1,44%, respectivamente. O grupo Comunicação manteve a taxa de variação em 0,06%, igual à registrada na última apuração.
As principais influências que contribuíram para a redução do índice vieram de itens como gasolina, que passou de -0,53% para -1,39%; etanol, que variou de -3,39% para -5,42%; café em pó, que caiu de -2,28% para -2,93%; transporte por aplicativo, que foi de -3,24% para -5,07%; e desodorante, que registrou uma queda de -1,97% para -2,61%.
Em contrapartida, alguns produtos e serviços puxaram o índice para cima. A tarifa de eletricidade residencial aumentou de 2,23% para 3,14%, enquanto o leite tipo longa vida passou de 12,20% para 10,63%. Outros itens que contribuíram para a alta foram serviços bancários, que subiram de 1,57% para 2,35%; batata-inglesa, que teve um incremento de 19,05% para 32,89%; e tomate, que variou de 7,79% para 11,34%.

