O governo iraniano endureceu as ações contra manifestantes ao divulgar a prisão de 200 supostos líderes dos protestos, enquanto o país permanece sem acesso à internet há mais de dois dias. Organizações independentes afirmam que o número real de detidos ultrapassa o divulgado pelas autoridades.
A agência Hrana calcula mais de 2,3 mil presos desde o início das manifestações, além de ao menos 65 mortos, sendo 50 identificados como manifestantes, entre eles sete menores de 18 anos, 14 agentes das forças de segurança e um civil ligado ao governo.
O bloqueio da internet já dura mais de 48 horas, e o governo do Irã atribui a escalada da crise à influência de forças externas, acusando os Estados Unidos de fomentar “atos subversivos violentos e vandalismo generalizado”.
Líderes europeus também se manifestaram, defendendo que o governo iraniano “tem a responsabilidade de proteger sua própria população” e deve garantir liberdade de expressão e reunião pacífica sem temor de punições.


