Na última terça-feira, 21, o Irã executou Amir Ali Mirjafari, um homem que havia sido condenado por suposta colaboração com Israel e os Estados Unidos, além de estar envolvido em um incêndio na Grande Mesquita de Gholhak, em Teerã. A execução foi anunciada pelo Poder Judiciário iraniano.
Mirjafari foi acusado de fazer parte de uma rede associada ao Mossad e de liderar atividades que ameaçavam a segurança nacional do país. De acordo com informações divulgadas pelo site Mizan Online, ele participou de ações consideradas hostis pelo regime, culminando na tentativa de incêndio na mesquita.
A pena de morte de Mirjafari foi ratificada pela Suprema Corte do Irã, que alegou que o condenado tinha vínculos com o que chamou de "regime sionista", além de estar agindo em nome da Casa Branca e de grupos inimigos. Essa execução ocorre em um momento de crescente repressão por parte das autoridades iranianas.
Nos últimos meses, o Irã testemunhou uma onda de protestos que se intensificou no final de dezembro, impulsionada pelo aumento no custo de vida. Esses protestos rapidamente se transformaram em manifestações contra o governo, levando a um endurecimento das ações repressivas por parte do regime.
A repressão se intensificou com várias execuções de indivíduos acusados de envolvimento nos protestos. As autoridades do Irã afirmam que os manifestantes estão agindo sob a influência de Israel, dos Estados Unidos ou de organizações opositoras, como os Mujahedines do Povo (MEK).
Desde 28 de fevereiro, o Irã está em conflito com os EUA e Israel, e um cessar-fogo, considerado frágil, foi estabelecido a partir de 8 de abril, com duração prevista de duas semanas. Essa situação de instabilidade regional tem contribuído para a escalada das tensões internas e da repressão governamental.

