Em um comunicado emitido pela televisão estatal iraniana, o comando militar do Irã informou que as operações contra Israel estão suspensas, após os dois países realizarem ataques pela primeira vez desde a implementação do cessar-fogo em abril. O quartel-general Khatam al-Anbiya, que coordena as ações das Forças Armadas iranianas, afirmou que o regime já havia dado uma "resposta dolorosa" aos israelenses.
O comunicado enfatizou que, apesar da suspensão das operações, qualquer continuidade de agressões, especialmente no sul do Líbano, poderá resultar em ações mais severas por parte do Irã. O Khatam al-Anbiya é responsável pelo planejamento estratégico e pela integração das ações militares do país.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também se manifestou sobre a situação em uma postagem na rede social X, afirmando que o Irã procura uma solução diplomática para a crise, mas mantém a disposição de responder militarmente, se necessário. "Nossa prioridade é a segurança nacional e a tranquilidade do povo. Defendemos os direitos da nação com autoridade e não recuaremos diante de nenhuma ameaça. Diplomacia e defesa são as duas asas do poder nacional; nem abandonamos o campo de batalha, nem a mesa de negociações", escreveu.
Em um contexto de tensões, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atuando como mediador nas negociações entre Israel e Irã, comentou que as partes estão próximas de um novo entendimento. "As negociações finais sobre a paz estão em andamento, sujeitas a que a ignorância ou a estupidez as atrapalhem. O bloqueio permanecerá em vigor até que um acordo final seja alcançado", publicou Trump na Truth Social.
Anteriormente, um porta-voz da diplomacia iraniana havia responsabilizado os Estados Unidos pelas recentes violações do cessar-fogo, alegando que Washington contribui diretamente para a escalada das tensões na região.

