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Israel descarta criação de Estado Palestino e plano de Donald Trump para Gaza

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirma a posição de Israel em relação ao Hamas e ao Estado Palestino, desconsiderando propostas de paz e desarmamento.

O governo de Israel se manifestou contra o plano de 15 pontos para a Faixa de Gaza, elaborado pelo Conselho da Paz sob a liderança do presidente Donald Trump. Em uma declaração realizada neste domingo, 9, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu expressou que não hesitará em comprometer as relações com os EUA para defender os interesses israelenses. O principal argumento apresentado por Netanyahu é a recusa do grupo terrorista Hamas em desarmar, uma condição fundamental para o governo israelense.

"Israel rejeita o plano de 15 pontos", afirmou Netanyahu. Ele destacou que o Exército israelense não realizará nenhuma retirada enquanto o Hamas não passar por um desarmamento completo. O primeiro-ministro enfatizou que isso inclui a entrega de todas as armas, sejam pesadas ou leves, sublinhando a necessidade de um desarmamento real e não apenas aparente.

Além de descartar o plano para Gaza, Netanyahu também reafirmou sua oposição à criação de um Estado Palestino. Ele rejeitou o apoio a qualquer uma das facções que poderiam governar na região, como a Fatah e o Hamas. "Enquanto eu for primeiro-ministro, não haverá um Estado Palestino, nem em Gaza nem na Judeia e Samaria. Nem 'Fatahstan' nem 'Hamastan'", declarou.

Um acordo firmado em outubro de 2025 permitiu o retorno de reféns capturados pelo Hamas durante um ataque em 7 de outubro. Antes desse cessar-fogo, Trump havia apresentado um plano em 29 de setembro de 2025, que previu a criação de uma estrutura internacional denominada Conselho da Paz, com a finalidade de supervisionar a transição e a reconstrução de Gaza. O Conselho foi oficialmente lançado em janeiro de 2026 e, em julho do mesmo ano, apresentou um mapa para a reestruturação de Gaza, composto por 15 pontos, onde se incluía o desarmamento do Hamas e de outros grupos armados.

Contudo, o Hamas condiciona a entrega de suas armas à retirada total de Israel do território. Netanyahu, apoiado por grupos religiosos e nacionalistas de direita, argumenta que a ausência do desarmamento até o momento não permite a aceitação do plano proposto.

O primeiro-ministro também mencionou que Israel e EUA continuam em diálogo sobre a situação em Gaza. "Eles têm propostas; algumas são aceitáveis e outras não", reconheceu Netanyahu. "Estamos aptos a lidar com essas questões, como já demonstramos no passado e como estamos fazendo agora."

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