A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, chegou à Casa Branca para firmar uma parceria estratégica com o presidente Donald Trump. A agenda inclui a exploração de metais críticos que estão localizados a profundidades significativas no Oceano Pacífico, especificamente nas proximidades da Ilha Minamitorishima, onde depósitos valiosos foram descobertos a 6 mil metros abaixo do nível do mar.
O objetivo dessa colaboração é diminuir a dependência japonesa de Pequim, que atualmente fornece 90% dos insumos básicos necessários para a indústria do Japão. As discussões sobre essa cooperação bilateral começaram a se intensificar no último trimestre do ano passado, durante a visita de Trump ao Japão. Desde fevereiro, equipes técnicas de ambos os países têm se reunido para discutir a viabilidade de coletar sedimentos utilizando navios científicos equipados com plataformas de perfuração avançadas.
Essa iniciativa não só tem implicações comerciais, mas também afeta a segurança nacional. Os 17 elementos químicos que compõem o grupo das terras raras são essenciais para a fabricação de dispositivos eletrônicos, mísseis e baterias de veículos sustentáveis. Japão e EUA estão buscando formas de garantir o fornecimento desses materiais sem depender das decisões políticas da China.
Além do acordo com os Estados Unidos, o Japão faz parte de uma coalizão maior que inclui a União Europeia, com o objetivo de proteger as cadeias de suprimentos desses minerais essenciais. Sanae Takaichi informou ao Parlamento que os esforços em Minamitorishima servirão como um teste para a futura independência industrial do bloco aliado. O sucesso na extração submarina pode ser crucial para as nações ocidentais, que buscam recuperar o controle sobre a produção de tecnologia e armamentos avançados.

