Jeffrey Schmid, presidente do Banco Central dos Estados Unidos em Kansas City, afirmou nesta quarta-feira que as altas taxas de juros devem ser mantidas por enquanto. Segundo ele, a inflação ainda elevada indica que a demanda supera a oferta em grande parte da economia, justificando a cautela.
A disseminação da inteligência artificial e potenciais avanços na produtividade poderiam, no futuro, sustentar um crescimento econômico sem pressões inflacionárias. Schmid, no entanto, destacou que não é a hora de confiar nessas condições, reconhecendo que a redução de rotatividade no mercado de trabalho, após anos de alta durante a pandemia, pode ter contribuído para melhora pontual na produtividade.
O Federal Reserve decidiu manter as taxas estáveis em sua última reunião e não deve alterá-las antes de junho. A divulgação de um relatório de emprego de janeiro, que mostrou criação de 130 mil vagas acima do esperado, reforça a tese de que a economia segue forte e exige vigilância contra inflação.
Novos dados sobre inflação nos EUA serão publicados na sexta-feira, enquanto o governo discute cortes nas taxas com base em produtividade elevada recentemente observada. Schmid questiona, porém, se esse ritmo de crescimento da produtividade será sustentável.

