Neste sábado (16), o Democracia Cristã (DC) confirmou a pré-candidatura de Joaquim Benedito Barbosa Gomes à Presidência da República nas eleições de 2026. Aos 71 anos, Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), assume a posição de pré-candidato em substituição a Aldo Rebelo, que até então era o indicado da legenda para a disputa pelo Palácio do Planalto.
O anúncio foi feito através de uma nota oficial assinada pelo presidente nacional do DC, João Caldas. No comunicado, Caldas ressaltou que a escolha de Joaquim Barbosa representa uma possibilidade de união nacional e de reconstrução da confiança do povo nas instituições democráticas do Brasil.
Entretanto, a decisão gerou uma crise interna no partido. Aldo Rebelo, em resposta à escolha de Barbosa, classificou a ação como uma “afronta” aos princípios que ele defende. O ex-presidente da Câmara ainda descreveu a movimentação como um “balão de ensaio”, afirmando que não desistirá de sua candidatura à Presidência.
Rebelo fez declarações enfáticas sobre a natureza das candidaturas, enfatizando que “candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos”. Ele se disse escolhido para promover um projeto de união e desenvolvimento do Brasil, destacando sua biografia como pilar de sua candidatura.
Joaquim Barbosa, natural de Paracatu, em Minas Gerais, é graduado em Direito pela Universidade de Brasília e teve uma carreira no serviço público antes de sua atuação no STF. Entre 1976 e 1979, trabalhou no Ministério das Relações Exteriores e, em seguida, foi procurador da República por mais de vinte anos. Também foi professor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Em 2003, foi nomeado para o STF pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Barbosa ganhou notoriedade ao relatar a Ação Penal 470, também conhecida como processo do Mensalão, que culminou na condenação de diversos políticos e empresários envolvidos em um esquema de corrupção.

