Cláudia Márcia de Carvalho Soares, juíza do Trabalho aposentada, recebeu cerca de R$ 113,8 mil líquidos em dezembro, conforme dados do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. A magistrada preside a Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT) e participou de um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pagamento de chamadas "verbas indenizatórias" aos magistrados.
Durante sua manifestação no STF, Cláudia Soares apontou que os juízes enfrentam "muita insegurança jurídica" em relação aos seus salários e mencionou que, além de salários, eles precisam arcar com despesas como combustível e alimentação. Ela destacou que muitos desembargadores têm dificuldades até para ter acesso a lanches nos tribunais.
A juíza aposentada recebeu um valor que ultrapassa o teto constitucional de R$ 46,4 mil, atualmente atrelado ao subsídio dos ministros do STF. Contudo, esse montante pode incluir 13º salário, férias indenizadas e pagamentos retroativos, o que justifica o valor elevado, mesmo estando classificada como inativa.
O julgamento em curso no STF envolve a definição de quais parcelas devem ser limitadas pelo teto constitucional. Parte dos ministros defende uma aplicação mais rigorosa desse limite, enquanto entidades da magistratura argumentam que valores de natureza indenizatória não devem ser considerados como remuneração.

