Em 2025, a Justiça do Trabalho pagou R$ 50,6 bilhões a reclamantes, estabelecendo um novo recorde histórico. O aumento das ações, que totalizaram 2,3 milhões, representa uma alta de 8,7% em relação a 2024, sendo o maior volume desde a Reforma Trabalhista de 2017.
Esse crescimento é atribuído à ampliação do acesso ao Judiciário, com decisões que facilitaram a concessão de gratuidade por autodeclaração. As empresas, pressionadas pelo cenário, passaram a priorizar acordos para resolver litígios de forma mais ágil.
De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), os acordos na Justiça do Trabalho corresponderam a 44,15% do total pago, totalizando R$ 22,4 bilhões. As execuções representaram 43,6% (R$ 22 bilhões), enquanto acordos espontâneos somaram 12,25% (R$ 6,2 bilhões).
Especialistas destacam que a ampliação do acesso à gratuidade contribuiu para o aumento de ações, e o sistema atual ainda incentiva a litigância. Medidas como ferramentas de bloqueio e rastreamento de patrimônio tornaram as execuções mais eficazes, levando as empresas a buscarem acordos para evitar cobranças forçadas.

