O Serviço Geológico do Brasil (SGB) realizou um levantamento nacional que revelou a existência de quase 18 mil áreas de risco para desastres naturais em 1.803 municípios até fevereiro de 2026. O objetivo é apoiar ações de prevenção e auxiliar autoridades na proteção da população, fornecendo informações detalhadas sobre as zonas mais vulneráveis.
Os dados obtidos são essenciais para que prefeituras e equipes de defesa civil planejem medidas eficazes para mitigar os impactos de enchentes, deslizamentos de terra e erosão. O diretor-presidente do SGB, Vilmar Medeiros Simões, destacou a importância dos relatórios, que oferecem ferramentas valiosas para a tomada de decisões em prol da segurança das comunidades.
O levantamento, que inclui a Cartografia de Áreas de Risco, identificou mais de 4,6 milhões de pessoas vivendo em áreas consideradas de risco no Brasil. Entre as cerca de 17,7 mil áreas vulneráveis, aproximadamente 5,5 mil foram classificadas como de risco muito alto, enquanto outras 12,1 mil foram consideradas de risco alto.
Minas Gerais é o estado com o maior número de áreas de risco, com cerca de 3,6 mil identificadas em 218 municípios. Santa Catarina e Rio Grande do Sul seguem, com aproximadamente 3 mil e 2,4 mil áreas vulneráveis, respectivamente. Os deslizamentos de terra são um dos problemas mais comuns, com cerca de 8,8 mil áreas mapeadas, seguidos por inundações, com aproximadamente 5,7 mil registros.

