A líder opositora venezuelana afirmou que retornará ao país em poucas semanas. Ela deixou a Venezuela há três meses para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega. Ao longo do pronunciamento, mencionou presos políticos que foram libertados, mães que passaram 'noites infinitas em vigília diante dos centros de tortura', além de presos que 'seguem nas celas, especialmente os presos militares'.
Ela também agradeceu ao povo e ao governo dos Estados Unidos, inclusive militares, por ações que, segundo suas palavras, teriam sido realizadas 'pela liberdade da Venezuela e pela segurança nacional de seu país'. María Corina afirmou que 'a transição à democracia na Venezuela é irreversível' e defendeu o fortalecimento da união entre venezuelanos, a consolidação de um 'grande acordo nacional' e a preparação para 'uma nova e gigantesca vitória eleitoral'.
A ativista venezuelana foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025 por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia. Ela uniu a oposição do seu país e nunca vacilou em resistir à militarização da sociedade venezuelana. Ela tem sido firme em seu apoio a uma transição pacífica para a democracia.
María Corina é formada em engenharia e finanças e é uma das idealizadoras da Súmate, organização que promove eleições livres e transparentes, reconhecida por fiscalizar o processo eleitoral venezuelano.

