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Lobista é investigada por transportar dinheiro em espécie a sócios de Lulinha

Roberta Luchsinger, Sócia de Lulinha, é alvo de investigação por supostamente mandar seu motorista entregar dinheiro em malas a Fernando Bittar, entre outros. Mensagens recuperadas pela Polícia Federal revelam um esquema de influência junto ao governo.

A lobista Roberta Moreira Luchsinger, que é amiga e Sócia de Lulinha, está sendo investigada por supostamente orientar seu motorista a entregar quantias em dinheiro a diversas pessoas, incluindo o empresário Fernando Bittar, que também é um de seus sócios. As informações foram obtidas através de mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) a partir do celular da empresária, conforme relatado em um inquérito.

De acordo com o relatório da PF, Luchsinger orientava que os valores fossem transportados em malas. Os elementos reunidos até o momento indicam a existência de um “empreendimento” entre a lobista, Lulinha e Bittar, visando a interlocução de interesses privados junto ao governo do presidente Lula.

A PF afirmou que os indícios obtidos durante a investigação demonstram a formação de um núcleo de atuação coordenada, composto por Roberta Luchsinger, Fabio Luis Lula da Silva e Fernando Bittar. Esse grupo estaria voltado à interlocução de interesses privados perante agentes e órgãos da Administração Pública Federal.

Em mensagens trocadas, Luchsinger mencionou ter uma relação próxima com o presidente Lula e revelou que ele chegou a lhe oferecer um cargo no governo. No entanto, a proposta foi rejeitada para que ela pudesse permanecer na “sociedade” com Lulinha e Bittar. Ela afirmou: “Fui das poucas pessoas que o Lula chamou e perguntou: escolhe onde você quer ficar. Eu disse: aonde eu tô. Na minha sociedade com Fábio e Fernando.”

As mensagens extraídas do celular de Luchsinger complicam ainda mais a situação de Lulinha, que já é alvo de investigações por tráfico de influência no Supremo Tribunal Federal (STF) em três inquéritos distintos. O primeiro, autorizado em 30 de julho, investiga suspeitas relacionadas ao Ministério da Saúde, onde Lulinha supostamente teria atuado em favor de interesses ligados ao “Careca do INSS”.

O segundo inquérito, iniciado no dia seguinte, busca determinar se Lulinha favoreceu empresários interessados em negócios com a Dataprev. O terceiro inquérito, que está sob a relatoria de Dino, envolve a empresa de tecnologia 3Structure It LTDA, que possui contratos de R$ 50 milhões com o governo federal e pertence a um amigo de Lulinha.

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