O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma agenda oficial realizada em Portugal, afirmou que Donald Trump, líder dos Estados Unidos, deveria ser agraciado com o Nobel da Paz. Em tom irônico, Lula fez referência às declarações de Trump sobre ter encerrado vários conflitos militares, destacando que o republicano menciona frequentemente ter encerrado oito guerras sem receber a devida homenagem da Academia Sueca. Lula sugeriu que a concessão do prêmio poderia ser uma forma de os EUA encerrarem a guerra contra o Irã.
Além de sua crítica ao Nobel, Lula aproveitou a oportunidade para questionar a eficácia da Organização das Nações Unidas (ONU) na mediação de conflitos internacionais. O presidente brasileiro lamentou o que considerou uma perda de força da entidade, que, segundo ele, precisa de uma reforma significativa para recuperar a autoridade que possuía quando foi criada, após a Segunda Guerra Mundial.
Lula enfatizou que é um opositor do unilateralismo e do protecionismo, defendendo que a cooperação entre os Estados é fundamental para estabelecer parcerias produtivas. A declaração foi feita em um evento em Lisboa ao lado do primeiro-ministro Luís Montenegro.
Em uma visita anterior à Espanha, no último sábado, 18, Lula direcionou críticas aos líderes das principais potências mundiais, incluindo os presidentes da China, Rússia, França, Estados Unidos e o primeiro-ministro britânico. Ele convocou esses líderes, que fazem parte do Conselho de Segurança da ONU, a cumprirem suas responsabilidades na manutenção da estabilidade global, chamando-os de "senhores da guerra".
O presidente brasileiro descreveu o atual panorama internacional como uma "loucura de guerra" que o planeta não pode mais suportar. Ele observou que o sistema de vetos no Conselho de Segurança tem dificultado a implementação de iniciativas de paz, uma vez que a aprovação de uma medida por um país é frequentemente bloqueada pelo veto de outro, impedindo assim a resolução de crises humanitárias e militares.

