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Lula defende fim da jornada 6×1 em meio a impasse no Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou a necessidade de acabar com a escala de trabalho 6x1, enquanto a proposta aguarda tramitação no Senado sob a liderança de Davi Alcolumbre.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a enfatizar, nesta quarta-feira, 8, a importância de eliminar a escala de trabalho 6×1, destacando que a proposta ainda não avançou no Senado. A insistência de Lula reflete a estratégia do Palácio do Planalto de pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que não despachou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para a devida tramitação.

Em uma postagem nas redes sociais, Lula considerou a medida uma "mudança histórica". Ele argumentou que a proposta visa proporcionar mais qualidade de vida e dignidade aos trabalhadores, reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas e garantindo dois dias de descanso sem afetar a renda dos empregados.

A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados e encaminhada ao Senado em 28 de maio, mas permanece sem a movimentação necessária por parte de Alcolumbre, o que impede seu início nas comissões. A pressão do governo é visível, com Lula utilizando suas redes sociais para mobilizar a opinião pública em favor da proposta.

Uma análise técnica realizada pelo Instituto Millenium, em parceria com o Instituto Livre Mercado, indicou potenciais repercussões econômicas da proposta. O estudo alerta que países que implementaram jornadas de trabalho menores o fizeram após longos períodos de aumento na produtividade e crescimento econômico. Os autores afirmam que uma redução da jornada sem esses avanços pode resultar em custos elevados sem a correspondência na produção de riqueza.

O documento menciona uma estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta que uma redução compulsória da jornada de trabalho poderia ocasionar uma retração de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB).

Pedro Uczai, um dos defensores da proposta, comentou que o governo busca intensificar a pressão popular para que o presidente do Senado coloque o texto em pauta. Por outro lado, Davi Alcolumbre respondeu às declarações de Lula, afirmando que não permitirá tentativas de intimidação. Ele reforçou que a definição das pautas e a tramitação das matérias são prerrogativas da presidência do Senado, que não se submete a pressões externas.

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