O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu a contenção de aproximadamente R$ 11 bilhões em emendas parlamentares no orçamento federal. Essas emendas, conhecidas como “paralelas”, são valores oficialmente destinados aos ministérios, mas cuja aplicação é indicada por deputados e senadores em suas bases eleitorais.
A decisão ocorre em meio a tentativas de aproximação entre o Executivo e o Congresso, especialmente com líderes de partidos. A medida foi discutida pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, na semana anterior.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada pelo Congresso prevê despesas de R$ 6,5 trilhões e superávit de R$ 34,5 bilhões. O presidente sancionou o texto no fim do ano, vetando o aumento no Fundo Partidário.
Para 2026, o orçamento obriga o governo a liberar 65% das emendas parlamentares no primeiro semestre, acelerando o ritmo em relação a anos anteriores. Com o veto, o total das emendas previstas para 2026 ficará em torno de R$ 50 bilhões


