Lula tem tentado se afastar do caso Master, mas a contratação de Guido Mantega pode complicar ainda mais sua situação. Mantega foi inicialmente indicado para a Vale, mas a pressão para sua contratação partiu do presidente da República.
Após meses de tentativas frustradas para nomear Mantega como presidente da Vale ou membro do Conselho de Administração, Lula buscou uma alternativa ao indicar o ex-ministro para um contrato de R$ 1 milhão mensais com o Banco Master. O objetivo era restabelecer a influência estatal e compensar Mantega por sua postura durante as investigações da Lava Jato.
A indicação de Mantega foi feita por Jaques Wagner, com apoio de Augusto Lima, mas a resistência dos acionistas da Vale impediu sua nomeação. Assim, a solução foi um contrato de consultoria, que foi assinado em março de 2024, mas foi acordado antes, quando Mantega anunciou sua desistência da Vale em janeiro.
O cargo de “consultor de luxo” para Mantega foi resultado de uma iniciativa diretamente ligada a Lula, que estava ciente e apoiava a medida. Essa estratégia visava garantir uma posição de destaque para Mantega, mesmo que não fosse na Vale, onde sua nomeação não foi aceita.

