O governo Lula está priorizando o fim da escala 6×1 neste ano eleitoral. Dois projetos de lei estão em tramitação na Câmara dos Deputados para reduzir a jornada semanal de 44 para 36 horas. O governo também considera elaborar uma terceira proposta.
Apesar do otimismo dos governistas em relação à mudança, economistas e representantes da indústria alertam sobre possíveis impactos econômicos, incluindo a perda de mais de meio milhão de empregos. A baixa produtividade média da força de trabalho no Brasil é um dos principais argumentos contrários a essa mudança.
Uma nota técnica da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) revela que a produtividade por trabalhador no país cresceu apenas 0,2% ao ano entre 1981 e 2024. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) posiciona o Brasil em 100ª lugar em produtividade por trabalhador e 91ª em produtividade por hora trabalhada.
Tadeu Barros, diretor-presidente do Centro de Liderança Pública (CLP), destaca que a produtividade não aumenta por decretos ou reorganizações de turnos. Ele afirma que o progresso em eficiência depende de fatores estruturais como capital humano, qualificação, tecnologia, ambiente de negócios e investimento.

