PUBLICIDADE

TOPO SITE

Lula promete ações de reciprocidade após expulsão de delegado pelos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil poderá adotar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta à expulsão do delegado da Polícia Federal, Marcelo Ivo de Carvalho, ligado a Alexandre Ramagem.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou que o Brasil poderá tomar medidas de reciprocidade em relação aos Estados Unidos, após a expulsão do delegado da Polícia Federal, Marcelo Ivo de Carvalho. A declaração foi feita durante uma agenda oficial na Alemanha, nesta terça-feira (21).

Lula destacou que, caso seja confirmado um "abuso" por parte das autoridades norte-americanas na decisão de expulsar o delegado, o governo brasileiro reagirá. "Acho que, se houve um abuso dos americanos com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil. Não tem conversa. Nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas não podemos aceitar essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas autoridades americanas querem ter em relação ao Brasil", afirmou o presidente.

A expulsão de Marcelo Ivo de Carvalho foi justificada pelo governo dos EUA com base na alegação de que ele teria tentado "manipular" o sistema migratório do país. Em comunicado, as autoridades americanas deixaram claro que não permitirão ações que busquem contornar pedidos formais de extradição ou que ampliem perseguições políticas em seu território. "Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração tanto para contornar pedidos de extradições formais quanto para estender caça às bruxas política ao território dos Estados Unidos. Hoje, nós pedimos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso", diz um trecho da nota emitida.

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro, é considerado foragido pela Justiça brasileira e está nos EUA desde o ano passado. Ele foi condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no mesmo processo que resultou na condenação do ex-presidente Bolsonaro por golpe de Estado. Ramagem foi eleito deputado federal em 2022, mas perdeu o mandato em dezembro do ano passado após decisão do STF.

Leia mais

PUBLICIDADE

LATERAL
Rolar para cima