O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em busca de um quarto mandato, reafirmou seu compromisso de erradicar as facções criminosas do Rio de Janeiro. A declaração foi feita no sábado, 22, durante um evento de campanha realizado no estádio Moça Bonita, localizado em Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense.
Ao discutir sua estratégia para combater o crime, Lula enfatizou que pretende recuperar os territórios dominados por essas organizações sem recorrer ao que chamou de "carnaval" e "pirotecnia". "Nós vamos tirar os bandidos do território de vocês", declarou, ressaltando que a abordagem não envolverá a eliminação em massa de criminosos, mas sim ações de prisão.
O presidente, que já ocupou o cargo por três mandatos entre 2003 e 2010 e retornou ao Palácio do Planalto em 2023, planeja concorrer novamente em 2026, buscando permanecer na presidência até 2030. Em um levantamento recente do instituto Datafolha, 19% da população brasileira declarou viver próximo a áreas onde atuam facções ou milícias, um aumento em relação aos 14% registrados em 2024, o que representa aproximadamente 28,5 milhões de pessoas.
Lula vinculou sua proposta de combate às facções à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que visa aumentar a participação da União na área. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e agora aguarda votação no Senado. Além disso, o presidente manifestou a intenção de recriar o Ministério da Segurança Pública, caso a proposta seja aprovada, e defendeu o fortalecimento da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.
A temática do combate ao crime organizado tem ganhado destaque na campanha presidencial de 2026, impulsionada também pela pressão dos Estados Unidos, que classificaram o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos opositores de Lula na corrida eleitoral, também está focando suas propostas no enfrentamento às facções.
Além das questões de segurança, Lula apresentou propostas voltadas para a educação e a defesa, prometendo ampliar o número de escolas de tempo integral, construir novos institutos federais e aumentar os investimentos na indústria de defesa.

