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Lula rejeita rotulação de PCC e CV como terrorismo e destaca ataque de 8 de janeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva refutou a classificação dos Estados Unidos sobre o PCC e o Comando Vermelho, destacando o ataque de 8 de janeiro como ato terrorista. Durante evento no Rio de Janeiro, Lula defendeu que o combate ao crime organizado deve ser conduzido pelas autoridades brasileiras.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou, nesta terça-feira (18), sua discordância em relação à designação dos Estados Unidos que classifica o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Durante um evento focado em Segurança Pública realizado no Rio de Janeiro, Lula enfatizou que o verdadeiro terrorismo ocorreu durante os eventos de 8 de janeiro e mencionou também o planejamento de assassinatos de autoridades no contexto da investigação sobre a tentativa de golpe.

Lula afirmou: "Nós precisamos ganhar do crime organizado. E eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o Donald Trump. Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, ele não fala da luta e da briga pelo poder. Quem fazia isso? O Bolsonaro tentando dar o golpe no 8 de Janeiro. Isso é terrorismo, pensando em matar Lula, Alckmin e até o Alexandre de Moraes. Isso é terrorismo de Estado".

Essa declaração surge após críticas do governo de Donald Trump à resposta do Brasil em relação ao PCC e ao CV. Um documento enviado ao Congresso Nacional dos Estados Unidos ressalta que o Brasil não tem enfrentado adequadamente essas organizações, que são vistas como ameaças à segurança internacional.

A designação dos EUA, que entrou em vigor em junho, permite a aplicação de sanções contra indivíduos e entidades ligadas às facções. O governo brasileiro contesta essa classificação e defende que o combate ao crime organizado deve ser uma responsabilidade das autoridades nacionais, com cooperação internacional.

Durante o evento, Lula também fez menção a recursos naturais brasileiros, sugerindo que a posição dos Estados Unidos está relacionada a interesses sobre petróleo e minerais. Ele questionou: "Como vamos controlar 18 mil quilômetros de fronteira sem investimento?" e ressaltou a importância de proteger esses recursos.

O presidente também anunciou planos para a criação de um Ministério da Segurança Pública e mencionou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que tramita no Congresso Nacional. Ele comentou sobre a situação no Rio de Janeiro, onde bandidos e milicianos têm gerado medo entre a população em diversas áreas.

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