Cubanos contrários ao regime de Miguel Díaz-Canel incendiaram a sede do Partido Comunista de Cuba (PCC) no município de Morón, na província de Ciego de Ávila, na noite de sexta-feira. O ataque ocorreu em meio a uma grave crise econômica e energética que afeta o país.
Registros divulgados nas redes sociais mostram manifestantes lançando objetos em chamas contra o prédio do partido. Em vídeos, é possível ver manifestantes entrando no edifício e retirando móveis e materiais de propaganda política. Também foram registrados disparos durante os protestos, com a informação de que um policial atingiu um menino na coxa.
A crise econômica em Cuba se intensificou com apagões frequentes e escassez de combustíveis, como petróleo e gás, afetando o fornecimento de energia e as atividades econômicas. Moradores têm utilizado carvão e lenha para cozinhar, diante da falta de recursos e energia.
Na quinta-feira, o regime cubano anunciou a libertação de 51 presos políticos, em um gesto ao Vaticano, que atua como mediador nas conversas com os Estados Unidos. Não foram divulgados os nomes dos detidos nem os crimes pelos quais foram condenados. A Santa Sé tem incentivado tratativas diplomáticas entre Havana e Washington para solucionar os problemas do país.

