Mohammad Movahedi-Azad, procurador-geral do Irã, declarou que todos os manifestantes envolvidos na recente onda de protestos no país são “mohareb”. Trata-se do jargão jurídico para “inimigos de Deus”, o que a legislação iraniana define como um crime punível com a morte.
“Todos os criminosos envolvidos nos recentes distúrbios são mohareb”, disse Movahedi-Azad. “Os processos devem ser conduzidos sem complacência, sem aplicação de clemência ou tolerância. As promotorias devem, com rigor e sem perda de tempo, emitir denúncias.”
Protestos no Irã começaram a tomar as ruas iranianas para protestar contra o aumento do custo de vida no país. Os protestos se intensificaram ao longo dos dias, e a pauta passou a ser a derrubada do regime — uma ditadura que comanda o Irã há 46 anos.
Aiatolá é a palavra árabe para “sinal de Deus” e designa uma alta posição no clero islâmico xiita. No governo muçulmano, Khomeini recebeu o título de Líder Supremo — a posição com o maior poder no regime.


