Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos e deputado por São Paulo, declarou nesta quarta-feira, 29, que o senador Cleitinho Azevedo, de Minas Gerais, 'perdeu o timing' para se candidatar ao governo do estado. A observação foi feita em um momento em que a candidatura do parlamentar está envolta em incertezas, apesar de liderar as intenções de voto em Minas, conforme levantamento Genial/Quaest divulgado na última terça-feira, 28.
A manifestação de Pereira ocorreu logo após Cleitinho compartilhar um vídeo em suas redes sociais, no qual utilizou inteligência artificial para sugerir a possibilidade de disputar o Palácio Tiradentes em 2026. No entanto, a convenção estadual do Republicanos, realizada no sábado, 25, não trouxe definição sobre a candidatura ao governo, embora tenha oficializado as candidaturas do partido à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, à Câmara dos Deputados e ao Senado.
A ausência de Cleitinho no encontro foi justificada pelo luto pela morte de seu irmão mais novo, que faleceu em decorrência de leucemia há uma semana. Essa situação adiou a decisão do partido sobre a corrida ao Executivo mineiro, gerando um clima de incerteza entre os aliados e dirigentes da legenda.
A indefinição sobre a candidatura de Cleitinho tem provocado desconforto e até atritos internos no Republicanos. O senador expressou, em entrevista ao jornal O Globo, sua desconfiança em relação ao compromisso do partido com sua candidatura, afirmando que não confia plenamente nas garantias de apoio recebidas. 'Ele garante que me dará a legenda para me candidatar, mas não confio 100%', destacou Cleitinho, que também fez críticas à relação com o partido.
Em resposta, Marcos Pereira afirmou que Cleitinho não o conhece bem e insinuou que o senador ainda não tem clareza sobre seu futuro político. Apesar das divergências, Cleitinho se mantém à frente na disputa pelo governo de Minas, com 35% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, do PDT, aparece com 12%, e o deputado federal Patrus Ananias, do PT, com 10%.

