Um levantamento descreve um período de 24 horas marcado por repressão armada, interrupção de comunicações e mortes em várias cidades do Irã. A escalada começou no início da noite, quando protestos cresceram em diferentes regiões. Pouco depois, autoridades interromperam o acesso à internet e a serviços telefônicos.
Testemunhas afirmam que a medida coincidiu com o início de disparos contra manifestantes. Forças de segurança passaram a atuar com armamento pesado em áreas urbanas. Vídeos gravados durante o confronto mostram agentes com fuzis de uso militar e veículos circulando durante a repressão.
Moradores relataram tiros contínuos e ordens para que as pessoas permanecessem longe de janelas. As organizações de direitos humanos locais ainda tentam consolidar o total de mortos e presos. Um grupo internacional afirma ter confirmado mais de 2,6 mil mortes e mais de 18 mil detenções desde o início dos protestos.
A resposta oficial endureceu, com lideranças do país classificando os protestos como ações de inimigos externos e autorizando o uso total da força. Mensagens enviadas a celulares alertaram pais sobre punições contra jovens envolvidos nos atos. A repressão reduziu as manifestações em algumas cidades, com vigilância constante sobre famílias das vítimas


