Na convenção nacional realizada em 27 de março, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) decidiu não apoiar nenhum candidato à Presidência da República nas eleições de outubro deste ano. A deliberação permitiu que os diretórios estaduais do partido indicassem seus apoios de acordo com as circunstâncias locais, mantendo uma posição neutra na disputa pelo Palácio do Planalto.
A decisão foi apresentada pelo presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, que destacou que a liberação de apoio nacional visa unir e pacificar o partido, tornando-o mais forte para obter resultados positivos nas eleições estaduais. Baleia enfatizou a importância de o MDB manter uma posição equilibrada em um contexto de radicalização política, o que pode fazer diferença nas principais discussões do país.
Historicamente, o MDB já lançou candidatos próprios em duas eleições presidenciais consecutivas. Na eleição de 2022, a então senadora Simone Tebet (MS) foi a representante do partido, alcançando 4,16% dos votos válidos no primeiro turno e finalizando na terceira posição. Após a eleição, Tebet deixou o MDB e atualmente é pré-candidata ao Senado Federal pelo PSB de São Paulo.
Em 2018, o partido apresentou Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central (BC) e ex-ministro da Fazenda, que ficou em sétimo lugar no primeiro turno, com apenas 1,2% dos votos válidos. O MDB governou o Brasil entre abril de 2016 e 1º de janeiro de 2019, sob a presidência de Michel Temer, que é o atual presidente de honra do partido, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT).
Para as eleições de 2026, o MDB não terá candidatura própria ao Planalto e concentrará seus esforços nas disputas estaduais. A meta é eleger uma expressiva bancada de deputados e senadores no Congresso Nacional. O partido planeja apresentar dez candidatos a governador e seis a vice-governador, além de lançar 20 candidatos ao Senado.
O objetivo final do MDB é eleger 50 deputados federais e entre dez a 12 senadores nas próximas eleições. Essa estratégia reflete uma mudança de foco, priorizando as disputas regionais em vez da corrida presidencial, enquanto busca consolidar sua influência no Legislativo.

