A seleção do ministro André Mendonça para relatar o caso Master no Supremo Tribunal Federal trouxe preocupação entre os integrantes da Corte e pessoas mencionadas na investigação. O nome de Mendonça é considerado desfavorável especialmente para os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A conduta de Mendonça em um inquérito relacionado a fraudes no INSS, considerado um dos maiores escândalos recentes, é vista como referência para sua atuação no caso Master. Ele é conhecido por ser rigoroso e pouco inclinado a flexibilizar medidas cautelares, mantendo preso o principal suspeito do esquema, conhecido como “Careca do INSS”, e seu filho desde dezembro.
A expectativa é de que Mendonça adote uma linha semelhante na investigação do caso Master, possivelmente buscando uma delação premiada de Vorcaro. Investigadores não descartam novas medidas restritivas contra o banqueiro, incluindo a possibilidade de retorno à prisão, enquanto a análise das relações de Toffoli e Moraes com Vorcaro se torna cada vez mais relevante.
Além do impacto jurídico, a escolha de Mendonça ocorre em um contexto de tensões internas no Supremo. Em eventos recentes, ele criticou o ativismo judicial, o que gerou uma resposta imediata de Moraes. Divergências também foram evidentes em uma sessão do STF, onde Toffoli expressou descontentamento em relação a Mendonça, levando a interpretações de um desentendimento direto entre os dois ministros.

