O mercado do boi gordo encerrou a última quinta-feira com predominância de baixa nas praças físicas monitoradas, mas o desempenho positivo em São Paulo foi destaque. A arroba registrou valorização de 0,62% em relação ao dia anterior, alcançando R$ 321,70 na média das negociações físicas.
O mercado futuro apresentou movimento misto, com o contrato com vencimento em fevereiro/26 avançando 0,22%, sendo negociado a R$ 320,05 por arroba no comparativo diário. Especialistas destacam que o mercado físico continua sustentado por fundamentos técnicos sólidos, como o consumo doméstico aquecido e oferta restrita de animais prontos para o abate.
A necessidade de reposição de estoques, tanto no varejo quanto no atacado, combinada com dificuldades da indústria em alongar programações de abate, confere poder de negociação ao pecuarista no curto prazo. Analistas de agronegócio reforçam que fundamentos como oferta ajustada e demanda interna vigorosa devem manter o cenário de firmeza para a arroba no início do ano.
A China impôs cotas e tarifas mais elevadas sobre importações de carne bovina, o que pode limitar o ritmo de compras ao longo do ano e trazer incertezas para o setor exportador brasileiro. Especialistas do setor afirmam que a imposição de cotas e tarifas pode pressionar os preços da arroba no longo prazo, à medida que frigoríficos e exportadores ajustam estratégias de oferta frente à demanda externa mais contida.


