PUBLICIDADE

TOPO SITE

Milhares de estudantes protestam em mais de 40 cidades da França

Na terça-feira, 6, estudantes do ensino médio se mobilizaram em mais de 40 cidades da França, protestando contra as condições das escolas. O Ministério do Interior registrou 260 mil manifestantes, enquanto organizações estudantis estimaram 450 mil participantes. Confrontos com a polícia resultaram em detidos e feridos.

Estudantes do ensino médio tomaram as ruas em mais de 40 cidades da França nesta terça-feira, 6 de outubro, em uma nova rodada de protestos contra as condições das escolas. A mobilização reuniu milhares de jovens, além de professores, pais e apoiadores, demonstrando uma insatisfação crescente com o sistema educacional.

O Ministério do Interior contabilizou aproximadamente 260 mil manifestantes, enquanto as organizações estudantis elevaram essa estimativa para cerca de 450 mil. A origem desse movimento remonta ao mês de setembro, na região de Paris, e desde então se espalhou por todo o país. Os estudantes expressam preocupações sobre a falta de professores, salas superlotadas, longas jornadas de trabalho e as condições precárias de muitas das instalações escolares. Além disso, há críticas direcionadas à organização do sistema de orientação para o ensino superior.

A situação na França tem se deteriorado, com relatos de confrontos violentos, carros incendiados e lojas saqueadas. Mais de 1.000 escolas estão fechadas e cerca de 5.000 pessoas foram presas desde o início dos protestos. A mobilização ganhou apoio significativo de professores, sindicatos e familiares, o que intensificou a pressão sobre o governo.

Durante a jornada de protestos, ocorreram confrontos em várias cidades, levando a polícia a utilizar gás lacrimogêneo e jatos d'água para dispersar os manifestantes. Somente nesta terça-feira, 488 pessoas foram detidas, e desde o começo das mobilizações, mais de 6,5 mil indivíduos foram presos. Os confrontos resultaram em centenas de feridos, com dados governamentais indicando mais de 700 policiais machucados, além de 215 estudantes e 85 profissionais da educação. Um incidente grave envolveu um adolescente de 15 anos que perdeu uma das mãos devido a uma granada, gerando críticas de organizações internacionais e a abertura de investigações sobre as ações das forças de segurança.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu reconheceu a legitimidade das reivindicações dos estudantes e anunciou que o governo está disposto a discutir questões como a substituição de professores, manutenção das instalações e a organização do tempo escolar. Essa crise educacional ocorre em um momento em que o governo francês está preparando o Orçamento de 2027, enfrentando forte pressão fiscal e elevado endividamento público. Esse contexto complicará a ampliação dos gastos com educação, mesmo diante das crescentes demandas dos estudantes por mais recursos para as escolas.

Leia mais

PUBLICIDADE

LATERAL
Rolar para cima