O Ministério Público do Paraná (MPPR) acompanha o atendimento às vítimas dos temporais e tornados que atingiram o estado nos últimos dias. O trabalho é conduzido pelo Grupo Especial de Atuação e Prevenção em Desastres Socioambientais e Mudanças Climáticas (Gepclima), em conjunto com as Promotorias de Justiça, e envolve assistência emergencial, recuperação de serviços essenciais e ações de prevenção.
Em Maringá, uma das cidades mais afetadas pelo tornado da madrugada de 2 de novembro, o MPPR participou do Gabinete de Gestão de Crise montado pela Prefeitura durante o feriado. A estrutura, instalada em uma unidade do Corpo de Bombeiros, funcionou de forma ininterrupta. O órgão manteve contato com a administração municipal, a Procuradoria-Geral do Município e o Corpo de Bombeiros para acompanhar a retomada de energia elétrica e comunicações e o atendimento aos afetados, com reuniões diárias de avaliação. A atuação preventiva na região começou em julho, quando o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) de Maringá iniciou procedimento para acompanhar o programa "Municípios pelo Clima".
Em Pitanga, as chuvas provocaram enchentes e danos estruturais, com transferência temporária de detentas e de crianças em acolhimento. Nesta quinta-feira (5), o Gepclima se reuniu com Promotores de Justiça da região e definiu a centralização das medidas em um procedimento administrativo compartilhado, usando o Protocolo de Atuação em Emergências Climáticas como referência. No Norte Pioneiro, o Gaema acompanha os impactos das chuvas da madrugada de 5 de novembro e fará reuniões com as coordenadorias de Defesa Civil dos 40 municípios locais.
O MPPR também mantém ações permanentes de prevenção. Com a previsão de intensificação do El Niño no ciclo 2026/2027, durante a primavera e o verão, a atenção se volta para chuvas intensas, inundações, alagamentos, enxurradas, vendavais e deslizamentos. O Painel Estadual de Emergência Climática e Capacidade Municipal reúne indicadores de vulnerabilidade e estrutura de resposta das Defesas Civis. O Gepclima finaliza ainda um Protocolo de Atuação em Emergências Climáticas para orientar procedimentos antes, durante e depois de desastres.
Em Curitiba, Promotorias de Justiça especializadas articulam Planos Operacionais de Contingência e Evacuação para Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), com fluxos de atendimento e locais de acolhimento para pessoas com mobilidade reduzida. A capital também criou um Sistema de Comando de Incidentes para monitorar áreas de risco e fiscalizar abrigos. O MPPR disponibiliza uma página com orientações às vítimas sobre órgãos responsáveis por abrigo, alimentação e limpeza de ruas e estradas.

