A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, tomou uma decisão polêmica ao proibir a TV Globo de exibir o púlpito vazio reservado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um debate eleitoral. A medida, considerada inconstitucional por críticos, foi anunciada no dia 1º de outubro de 2025, e gerou repercussão tanto no meio político quanto entre os eleitores.
Estela Aranha foi nomeada para o TSE em 1º de agosto de 2025, com um mandato de dois anos. Antes de assumir o cargo, a advogada teve uma trajetória ligada ao governo de Lula, onde atuou como secretária de Direitos Digitais no Ministério da Justiça e Segurança Pública durante a gestão de Flávio Dino. Dino, posteriormente, foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente.
Em sua carreira, a ministra também foi assessora especial na Presidência da República, em uma equipe que contava com o ex-chanceler Celso Amorim. Antes de sua nomeação ao TSE, Estela tinha experiência como assessora no gabinete da Presidência da Corte, sob a liderança de Cármen Lúcia em 2025.
A atuação de Estela Aranha no campo da Proteção de Dados e Direitos Digitais é notável. Ela foi conselheira da OAB-RJ, presidiu a Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da entidade e coordenou o Núcleo de Proteção de Dados e Privacidade do IBCCRIM. Além disso, foi professora convidada em diversas instituições de ensino, como a ESA/RJ e a FGV.
Na decisão que impediu a exibição do púlpito vazio, a ministra alegou que a imagem poderia ter efeitos que vão além da simples informação ao eleitor, sugerindo que isso poderia causar danos poucos dias antes do primeiro turno das eleições. A determinação foi feita em caráter de urgência e previa sanções em caso de descumprimento. Além disso, Estela Aranha também proibiu perguntas direcionadas aos concorrentes ao cargo de presidente, que envolvessem seu ex-chefe, Lula.

