O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, alterou seu número de telefone celular no dia 9 de fevereiro, pouco antes de suas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro serem divulgadas. Moraes tenta desqualificar a relação com o ex-dono do Banco Master, alegando que as mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) estavam em pastas de terceiros.
No entanto, peritos da PF esclarecem que o programa de perícia (Iped) não organiza arquivos por quem enviou a mensagem, mas sim pelo 'DNA digital' dos arquivos. Assim, a presença de uma mensagem de Vorcaro em uma subpasta de um senador ou advogado não indica que alguém recebeu o texto, mas é uma mera coincidência matemática.
A defesa de Moraes foi ainda mais comprometida pela declaração de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, que negou ter recebido qualquer contato do banqueiro. A presença de seu nome em um dos diretórios citados por Moraes contradiz sua defesa, assim como as negativas de outros envolvidos, como o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o senador Irajá Abreu (PSD).
O jornal O Globo confirmou o número de celular de Alexandre de Moraes utilizado durante os diálogos com Vorcaro. A perícia técnica conseguiu reverter o recurso de 'visualização única' das mensagens de WhatsApp, expondo anotações de Vorcaro sobre pedidos de ajuda ao ministro.

