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Ministro da Fazenda reafirma compromisso com neutralidade fiscal em meio a conflitos no Oriente

Dario Durigan, ministro da Fazenda, afirma que o Brasil não pode se tornar parte do conflito no Oriente Médio e destaca a importância da neutralidade fiscal nas ações do governo. Durante entrevista, ele comentou sobre a situação dos combustíveis e a percepção global sobre a guerra entre Irã e Israel.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou na última segunda-feira, 4, a necessidade de manter a neutralidade fiscal nas medidas adotadas pelo governo para enfrentar os impactos da guerra no Oriente Médio. Durigan mencionou que as ações, como desonerações e subvenções destinadas a estabilizar os preços dos combustíveis, devem ser equilibradas para não comprometer o orçamento aprovado pelo Congresso.

"O Brasil não pode ser sócio da guerra. Eu não vou fazer mais fiscal por conta da guerra, mas também não vou fazer menos. Nós temos que garantir neutralidade fiscal para cumprir o orçamento que está aprovado pelo Congresso", declarou o ministro em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Ele enfatizou que não haverá medidas que respondam à guerra no Irã que sejam de longo prazo.

Diferente do cenário em outros países, Durigan afirmou que a alta dos preços dos combustíveis no Brasil está sob controle, sem haver restrições no abastecimento. Ele esclareceu que a Petrobras não fixa preços, mas está alinhada a uma política que busca amortecer as flutuações das cotações internacionais do petróleo.

Em relação às conversas que teve com ministros das finanças e presidentes de bancos centrais durante as reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI), realizadas em Washington em abril, Durigan ressaltou que a visão predominante é a de que os Estados Unidos enfrentam dificuldades em gerenciar a situação do conflito entre Irã e Israel. "De fato, hoje a leitura dos ministros de Fazenda do mundo é que a guerra tende a perdurar, porque as condições políticas regionais não estão dadas para um cessar-fogo duradouro e imediato", comentou.

A situação no Oriente Médio continua a ser uma preocupação central nas discussões econômicas globais, especialmente em um momento em que os mercados, como o Ibovespa, estão atentos às movimentações relacionadas a Dólar e Juros. O impacto das tensões geopolíticas na economia global permanece um tema de relevância nas esferas financeira e política.

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