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Ministro do STF é acusado de buscar expor fontes de jornalista

Defesa do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida critica buscas do ministro Alexandre de Moraes, que teriam como objetivo descobrir fontes jornalísticas.

A defesa do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida argumentou que as buscas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), têm como meta descobrir fontes jornalísticas. O advogado Marcos Lobo denunciou que a justificativa formal de perseguição ao ministro Flávio Dino não se sustentaria e serviria apenas para atingir o sigilo das fontes.

Os agentes apreenderam computadores e celulares de Almeida, que publicou denúncias sobre o uso de um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), custeado pelo Fundo Especial de Segurança dos Magistrados (Funseg-JE), supostamente para fins particulares de Flávio Dino e familiares. O jornalista assegurou ter verificado as informações recebidas antes de torná-las públicas.

Defesa aponta abuso e questiona processo
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Marcos Lobo afirmou que “a alegação de stalking é para encobrir o real objetivo, que é identificar a fonte do jornalista. Não tenho a menor dúvida. Isso é um escândalo. Um abuso.” O advogado também ressaltou que o processo corre sob sigilo, o que impediu o jornalista de se defender previamente.

O Supremo, em nota, informou que a investigação foi aberta depois de alertas da segurança institucional de Flávio Dino, em 2025, sobre suposto monitoramento ilegal dos deslocamentos do ministro em São Luís. O STF declarou que publicações divulgaram placas de carros, nomes de agentes e detalhes do esquema de segurança.

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