A suspeita de vínculo do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o Tayayá Resort remonta aos tempos da Lava Jato, há quase uma década. Neste ano, Toffoli admitiu ser sócio da Maridt, empresa da família que é proprietária do resort.
Mensagens mencionadas em uma representação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) contra o ex-procurador Deltan Dallagnol indicam que o ex-procurador informou ao então chefe de gabinete da Procuradoria-Geral da República, Eduardo Pelella, sobre a possibilidade de Toffoli ser sócio oculto do primo no empreendimento. As informações vieram à tona após o hackeamento de celulares de envolvidos na Lava Jato pelo site The Intercept.
Dias Toffoli reconheceu sua relação com o Tayayá em fevereiro deste ano, afirmando ser sócio de uma empresa que vendeu o resort, localizado no Paraná. No entanto, ele negou ter recebido pagamentos do dono do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.
Três dias antes dessa declaração, o diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, entregou um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, contendo diálogos que levantam suspeitas sobre pagamentos à Maridt, empresa ligada à família de Toffoli, em relação ao Tayayá Resort, vendido a um fundo que incluía a participação do Banco Master.

