As moedas de mercados emergentes apresentam menor volatilidade em relação aos países desenvolvidos, como o G7, há quase 200 dias seguidos, o maior intervalo desde 2008. Essa tendência pode estabelecer um novo recorde caso alcance 208 dias consecutivos, desde que dados comparativos sejam registrados desde 2000.
Um dólar mais fraco e a perspectiva de redução gradual dos juros pelo Federal Reserve diminuíram a pressão sobre as moedas de emergentes, enquanto altas cotações de commodities e entrada de capital reforçam a demanda por seus ativos. Com isso, o carry trade, que consiste em emprestar em moedas de baixo rendimento para aplicar em emergentes, se beneficia e mantém a estabilidade das taxas locais, atraindo investidores.
Fluxos acelerados para mercados emergentes neste ano elevam a entrada de recursos ao maior ritmo em quatro anos, após crescimento recorde em 2023. Um índice com oito moedas emergentes acumula alta de cerca de 2,8% neste período, prolongando o ganho de 17,5% obtido no ano anterior.
Em contraste, as moedas de economias desenvolvidas mostram maior instabilidade, como o dólar, que teve aumento na volatilidade após ameaças de tarifas dos EUA à Europa referentes à Groenlândia. Fatores como fundamentos fortalecidos, crescimento mais robusto e reservas cambiais amplas ajudam a conter oscilações em emergentes, segundo especialistas.

