Edison Torres Fernández, 52 anos, morreu em uma prisão da Polícia Nacional Bolivariana. Ele foi preso em 9 de dezembro de 2025 por compartilhar mensagens críticas ao regime e ao governador do estado. Extraoficialmente, foi acusado de traição e conspiração criminosa.
Fernández estava preso na Delegacia de Polícia nº 7, em Boleita, Estado de Miranda. Antes disso, trabalhou por 20 anos na polícia de Portuguesa, Estado no noroeste do território venezuelano. A morte aconteceu em 10 de janeiro, 62 horas depois do anúncio oficial dos prisioneiros políticos no país.
A falta de informação e transparência sobre as circunstâncias ou a causa de sua morte torna o Estado responsável por sua vida e bem-estar. O Comitê de Familiares pela Liberdade dos Presos Políticos denuncia a morte de Fernández e pede que ninguém mais morra sob custódia do Estado.
O governo venezuelano anunciou a soltura dos presos políticos, mas o processo recebe críticas por se dar de forma lenta. A oposição havia confirmado a libertação de apenas 22 prisioneiros desde o anúncio, e o comitê teme que a ditadura faça mais vítimas fatais, depois de Fernández.


