A morte de um dos nomes ligados à construção do agronegócio moderno brasileiro foi confirmada na quarta-feira (11). Marcelo Silva Logemann, integrante da família fundadora do grupo SLC, morreu aos 71 anos em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O empresário foi encontrado no bairro Moinhos de Vento, e a causa da morte não foi informada pela família.
Logemann fazia parte do núcleo familiar que controla a SLC Agrícola, considerada uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do país e com atuação relevante no cultivo de algodão, soja e milho. A companhia opera 26 fazendas distribuídas pelo território nacional, consolidando presença estratégica em regiões-chave da produção agrícola brasileira.
O empresário pertencia à terceira geração da família e era irmão de Eduardo, Jorge Luiz, Ana e Elisabeth Logemann — nomes também ligados à trajetória do grupo ao longo das décadas. Além de seu papel societário, ele detinha 1,11% das ações ordinárias da companhia, que registrou receita de R$ 6,9 bilhões em 2024, evidenciando a dimensão econômica do conglomerado ao qual estava ligado.
Em comunicado, o Grupo SLC confirmou o falecimento e pediu cautela neste momento de luto. A empresa destacou que a família e a organização solicitam “sensibilidade e respeito ao seu recolhimento diante dessa perda irreparável”. A manifestação reforça o impacto da morte não apenas no âmbito familiar, mas também dentro de uma companhia que se tornou referência em escala, tecnologia e produtividade no agronegócio brasileiro.

