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Mortes e desaparecimentos de cientistas geram alerta em Washington

A morte e o desaparecimento de ao menos 10 cientistas nos EUA, com acesso a dados sensíveis, preocupam autoridades, que iniciaram investigações para entender possíveis conexões entre os casos. O FBI lidera as apurações, com o Congresso tratando o tema como prioridade de segurança nacional.

Nos últimos anos, ao menos 10 cientistas envolvidos em pesquisas nucleares e aeroespaciais nos Estados Unidos foram reportados mortos ou desaparecidos, levando a uma crescente apreensão entre as autoridades em Washington. O FBI assumiu a liderança nas investigações para determinar possíveis ligações entre esses incidentes, enquanto o Congresso e a Casa Branca consideram o assunto uma questão de segurança nacional.

Na última segunda-feira, o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, que é controlado por republicanos, anunciou o início de uma investigação própria sobre os casos. Em uma nota oficial, o comitê expressou que os relatos levantam “questionamentos sobre uma possível ligação sinistra” entre as mortes e os desaparecimentos, e solicitou esclarecimentos ao FBI, ao Departamento de Defesa, ao Departamento de Energia e à Nasa.

O presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, James Comer, declarou que “é muito improvável que isso seja apenas uma coincidência”. Ele reforçou a preocupação do Congresso com o tema, enfatizando que o comitê está priorizando essa investigação, pois vê os eventos como uma ameaça à segurança nacional. O Departamento de Defesa se comprometeu a responder diretamente ao comitê, enquanto o Departamento de Energia encaminhou as perguntas para a Casa Branca. A Nasa, por sua vez, informou em sua conta na rede X que está “coordenando e cooperando com as agências competentes” sobre a situação, com a porta-voz Bethany Stevens afirmando que, até o momento, não há indícios de ameaça à segurança nacional relacionados à agência.

O presidente Donald Trump também se manifestou sobre o tema, classificado como “algo muito sério” pela Casa Branca, que confirmou estar colaborando com agências federais para investigar possíveis vínculos entre os casos. O FBI, em sua declaração, afirmou que está “liderando os esforços para buscar conexões envolvendo os cientistas desaparecidos e mortos” e que está trabalhando em conjunto com outras entidades para elucidar os acontecimentos.

Além dos desaparecimentos, assassinatos de cientistas renomados nos últimos meses têm alimentado especulações sobre a segurança dos pesquisadores. Um caso emblemático é o do professor Nuno F.G. Loureiro, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que foi morto a tiros em sua residência, nas proximidades de Boston, em dezembro de 2025. O atirador também atacou o campus da Universidade Brown, resultando na morte de dois estudantes. Loureiro, de 47 anos, era um destacado físico e pesquisador em fusão nuclear, liderando o Centro de Ciência do Plasma e Fusão do MIT.

Outro caso notável é o do astrofísico Carl Grillmair, de 67 anos, que foi morto em fevereiro em sua casa, nos arredores de Los Angeles. As autoridades prenderam um suspeito que, segundo a Polícia Estadual, não tinha relação com a vítima. Grillmair trabalhava no Instituto de Tecnologia da Califórnia e colaborava com a Nasa.

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