O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu o afastamento do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística por suspeitas de irregularidades na gestão.
A denúncia menciona a sucessiva substituição de servidores carreiristas em cargos técnicos de relevância por recém ingressos e a tentativa de criação da Fundação IBGE+, que funcionaria como uma instituição privada de apoio ao Instituto.
Os servidores do IBGE também acusam o presidente de assédio e retaliação após críticas à gestão. Eles relatam terem sido transferidos de um prédio da região do Maracanã para um antigo parque gráfico do IBGE em Parada de Lucas, na Avenida Brasil, vizinho a comunidades que formam o Complexo de Israel.
A movimentação do presidente do IBGE revela um quadro institucional preocupante na tentativa de criar uma entidade paralela com possível captação de recursos próprios e atuação em áreas sensíveis de produção e tratamento de dados oficiais.

