O Ministério Público do Paraná (MPPR), por intermédio da 3ª Promotoria de Justiça de Campo Mourão, ajuizou uma Ação Civil Pública contra a Companhia Paranaense de Energia (Copel) por causa de interrupções recorrentes, oscilações de tensão e demora no restabelecimento do serviço no município. Conforme as apurações, o número de apagões prolongados saltou de 10 ocorrências em 2024 para 52 episódios até outubro de 2026.
Os problemas na rede elétrica têm afetado serviços essenciais. No fim de agosto, um desabastecimento paralisou a estação de captação da Sanepar, comprometendo o fornecimento de água na cidade e levando à suspensão das aulas em 21 unidades de ensino municipais, entre escolas e CMEIs, no dia seguinte.
Em caráter liminar, a Promotoria de Justiça solicita que a Justiça determine à concessionária a alocação de pelo menos uma equipe operacional de manutenção sediada e dedicada exclusivamente a Campo Mourão no prazo de 30 dias, sob multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento. O pedido inclui ainda a apresentação, em até 60 dias, de um plano de investimentos e de ação emergencial contra eventos climáticos severos, além do atendimento a chamados de corte de energia em até uma hora, com multa de R$ 20 mil por infração.
No julgamento de mérito, o MPPR pede a condenação da Copel ao pagamento de R$ 2 milhões por danos morais coletivos, destinados ao fundo de direitos difusos, e o ressarcimento dos danos materiais e morais individuais sofridos pela população, como queima de eletrodomésticos e perda de mercadorias ou alimentos.

