Laurence des Cars foi afastada da direção do Museu do Louvre, em Paris, após tensões geradas pelo roubo de joias da coroa, avaliado em 88 milhões de euros, ocorrido no ano passado. O presidente da França, Emmanuel Macron, aceitou o pedido de demissão de Des Cars, destacando a necessidade de estabilidade e um novo impulso para o museu mais visitado do mundo.
O Ministério da Cultura francês nomeou Christophe Leribault, historiador de arte e ex-diretor do Palácio de Versalhes, como o novo diretor do Louvre. A ministra da Cultura, Rachida Dati, expressou confiança em Leribault e ressaltou seu papel na modernização do museu, preservando a qualidade das condições de trabalho para a equipe.
Após o roubo, Des Cars admitiu falhas na proteção do acervo e criticou a infraestrutura técnica obsoleta. O episódio também intensificou greves de funcionários, que reclamavam de superlotação e condições de trabalho insatisfatórias.
Laurence des Cars fez história ao se tornar a primeira mulher a dirigir o Louvre em 230 anos. O presidente Macron agradeceu a ela pelo trabalho nos últimos anos e a designou para colaborar na presidência francesa do G7, focando na integração entre grandes museus.

