O Nepal voltou a realizar operações de BUSCA e RESGATE neste sábado, 29, após uma breve interrupção provocada pelas condições climáticas adversas. O país enfrenta uma grave crise após uma enchente devastadora que resultou na morte de centenas de pessoas e deixou quase 3 mil desaparecidas na região que faz fronteira com o Tibete.
A tragédia, que ocorreu na quarta-feira, foi causada pelo colapso de uma geleira, resultando em uma torrente de rochas, gelo, lama e detritos que desceu rapidamente pelos rios da montanha. Até o momento, 669 corpos foram recuperados no Nepal, além de sete vítimas no Tibete chinês. A força da enchente causou a destruição de prédios, pontes e usinas de energia, agravando a situação já crítica do país.
As equipes de RESGATE haviam suspendido suas atividades na sexta-feira, 28, devido ao transbordamento de um lago formado na fronteira entre o Nepal e a China. No entanto, com a melhora das condições climáticas, as operações foram reiniciadas no final da tarde, conforme informou um policial da região de Rasuwa, uma das mais afetadas pela tragédia.
"Os helicópteros estão voando e a operação foi retomada após uma melhora nas condições climáticas", afirmou o policial, que preferiu não ser identificado. As autoridades também monitoram de perto os lagos que se formaram após a enchente, com o intuito de evitar novas cheias.
Com a gravidade da situação, o governo do Nepal solicitou assistência especializada internacional. O ministro da Fazenda do país declarou que será necessário um investimento entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões para a reconstrução da infraestrutura devastada pelo desastre.
Além do RESGATE, a administração do distrito de Chitwan informou que algumas das vítimas recuperadas já estavam em estado avançado de decomposição, o que dificultou a identificação. As autoridades planejam enterrar os corpos após a coleta de amostras de DNA, a fim de evitar riscos à saúde pública e possíveis surtos de doenças.

