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Neta de produtor rural contesta autuação do ICMBio por obstrução à fiscalização

Anna Luíza Oliveira, neta do conhecido produtor Pedro Coco, afirma que não estava presente durante a operação que resultou na autuação do ICMBio. Ela pede revisão da investigação e contesta as alegações.

Anna Luíza Oliveira, neta do produtor rural Pedro Ferreira Lima, conhecido como Pedro Coco, manifestou surpresa ao receber um auto de infração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por suposta obstrução à fiscalização ambiental. A autuação ocorreu em 22 de julho de 2026, e Anna Luíza alega que estava em Goiás na data dos fatos que motivaram a notificação, negando qualquer envolvimento no incidente.

Durante a entrega do documento, agentes do ICMBio informaram a jovem sobre a autuação, que se refere a uma operação realizada em São Félix do Xingu, no Pará, onde houve apreensão do rebanho pertencente a seu avô. Em uma conversa registrada pela família, um dos fiscais esclareceu que o intuito era apenas comunicar a jovem sobre o auto de infração e orientá-la sobre as possibilidades de defesa no processo.

Ao receber o auto de infração, Anna Luíza contestou imediatamente a acusação. Ela ressaltou que sua família reside em Rio Verde, Goiás, e que não estava presente em São Félix do Xingu quando o gado foi solto por moradores da região. "Vocês estão me notificando por algo que não tenho relação", afirmou a jovem, que também pediu uma revisão da investigação antes que fosse responsabilizada. Anna Luíza se recusou a assinar o documento, e os agentes apenas registraram que ela tomou ciência da notificação.

A jovem também destacou que sua única atuação após a operação foi a defesa de seu avô nas redes sociais, afirmando que não ofendeu ninguém, mas considerou injusto o tratamento dado a um idoso. Para corroborar sua versão, Anna Luíza apresentou registros que indicam que estava em Goiás durante os eventos que motivaram a autuação.

A notificação a Anna Luíza está ligada aos desdobramentos da Operação Pasto Nullus, conduzida pelo ICMBio na Estação Ecológica Terra do Meio, onde o rebanho de Pedro Coco foi apreendido sob alegações de irregularidades ambientais e sanitárias. Após a apreensão, os animais foram abatidos e a carne distribuída no município de Curralinho, uma decisão que a defesa do produtor questiona, alegando ilegalidades no processo.

A família de Pedro Coco contesta tanto a apreensão do gado quanto a destinação dos animais abatidos, e a situação gerou debates sobre a atuação dos órgãos ambientais no Pará. Recentemente, o caso foi abordado em um programa que contou com a participação do advogado Diogo Franco, que criticou a insegurança jurídica enfrentada pelos produtores rurais na região. Antônia, esposa de Pedro Coco, também relatou que o rebanho era essencial para o sustento da família e questionou a condução da operação realizada pelo ICMBio.

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