O governo da Nigéria é acusado de ter pago um resgate milionário ao grupo jihadista Boko Haram para garantir a libertação de reféns, entre eles crianças e funcionários da escola católica Saint Mary, no Estado de Níger. Segundo informações, cerca de 300 pessoas foram sequestradas em 21 de novembro, mas ao menos 50 conseguiram fugir sem intervenção.
A operação envolveu o conselheiro de segurança nacional, Nuhu Ribadu, e teria mobilizado um total aproximado de US$ 7 milhões, o equivalente a 40 milhões de nairas por pessoa. Autoridades negaram qualquer envolvimento em pagamentos de resgate, alegando que 'agentes do governo não pagam resgates'.
O Boko Haram surgiu no início dos anos 2000 no nordeste da Nigéria e mantém uma insurgência violenta desde 2009, marcada por ataques, massacres e sequestros. O grupo atua também em países vizinhos da África Ocidental, impondo interpretações radicais da lei islâmica e rejeitando instituições consideradas ocidentais.

